Carantonha- s.f.-contorsão do rosto, esgar, máscara, cara feia, carranca, caraça. * Em criança, na região de onde sou natural, e onde então vivia, quando se brincava ao carnaval, o artefacto que nos ocultava o rosto, era a carantonha porque por norma era coisa feia. O tempo passa, a evolução acontece, e hoje, pelo menos quando jogamos ao carnaval, usamos uma máscara. Ou será que não a usamos todos os dias?
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
Ai se a voz nos doesse!...
Há maldições que tardam em nos abandonar. Continuamos a ser pequenos. A pensar pequeno. E pelos vistos assim vai continuar a ser. Quando me refiro a nós quero dizer o país. Portugal. Um país que já foi dono do mundo. Pelos vistos a nossa pequenez é endémica. Mas a que vem esta arenga? Eu explico. Hoje, melhor, ontem dia 16, foi o Dia Mundial da Voz que se comemora desde 2002. Ideia de um médico português (hellas). Pela primeira vez ontem (acabou já hoje) teve lugar um espectáculo de Gala, a lembrar a data, que foi transmitido para todo o mundo pela RTP, e se realizou em Lisboa, no Teatro de S. Carlos. E então acabei de assistir àquilo que julgava já não ser possível.Que revela a nossa pequenez. No S. Carlos comemorou-se o Dia Mundial da Voz, com um espectáculo de fado!! O (dito) de Lisboa. Dos apresentadores, um tinha a voz roufenha, a outra dizia "támêm". E num dia mundial da voz transmitido para todo o mundo, não houve fado de Coimbra, não houve um cantor, (ou cantora) lírico, não houve sequer alguém a dizer um poema. Tudo demonstrações de voz. Só houve vozes roufenhas (c0mo convém ao fado de Lisboa). Valha-nos, que houve uma ou outra clara e intelegível. E então a assistência convidada, nem vos digo nem vos conto. A "fina flor" lisboeta, a representar a nossa pequenez. Valha-nos S. Pancrácio!
Etiquetas:
Dia Mundial da Voz,
Teatro de S. Carlos
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