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terça-feira, 26 de julho de 2011

Polícias e ladrões

Quando ontem li no JN a notícia “gangues negoceiam metralhadoras no Porto”, lembrei-me de um episódio que também mete polícias e ladrões, o qual me provocou algum riso tempos depois. Numa das praças do Porto, outrora com nome de pintor célebre descendente de portugueses, e agora com nome de político, existe um café onde param as mais variadas gentes, nas quais se incluem as duas categorias acima referidas. Normalmente sou um sofrível frequentador de cafés, e a esse, por norma só vou quando, por conveniência, tenha que me encontrar com pessoa amiga. Numa dessas ocasiões reparei que muita gente fixou em mim o olhar, quando franqueei a porta de entrada. Porque nas outras vezes nunca havia reparado, estranhei o facto. Dias depois, ao comentar “a coisa” com um amigo jornalista, este riu-se e então lá veio a explicação. «Simples, meu amigo. Quando entraste, de um lado a expectativa. Olá, temos ladrão novo! Do outro lado a interrogação. Quem será este polícia? Explicação dada, veio a gargalhada. Fim.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Riam, que eu dou licença

As coisas sérias deviam ser levadas a sério. Mas, infelizmente, todos sabemos que há coisas sérias, que quando as vemos, as lemos, ou delas tomamos conhecimento, nos dão vontade de rir. É o caso de uma notícia que nos vem de Espanha, mais precisamente de Barcelona, e que lemos na edição on line do El Mundo. O ministro do Interior, Saura, quer que os agentes policiais obtenham o mais alto nível do controlo de qualidade.Para isso vai implantar um sistema de controlo de qualidade. Até aqui tudo aceitável. Mas vem aí um riso amarelo, pois o controlo inclui "um questionário de satisfação da pessoa detida". O questionário inclui perguntas do tipo: "Foi tratado com simpatia e cordialidade pelo agente que o deteve?". "Pôde ser visitado por todas as pessoas que pediu?". "Considera que as condições de higiene foram adequadas durante a sua detenção?". Até aqui, se o caro carantonha sorrir, ou rir, ninguém leva a mal. O que vem a seguir é de deixar o leitor de queixo caído, e quem sabe, desejar ser preso.Ora vejam: "Quer denunciar a pessoa que procedeu à sua detenção?". Não é um primor, digam lá!
Se a moda pega e começamos por cá a adoptar tais métodos, com a mania de copiar tudo e acrescentar mais qualquer coisinha, vai ser o bom e o bonito. Parece que já estou a ver o detido: "Psst, ó sôr agente, quero fazer xixi e preciso que venha comigo, pra me pegar na pilinha". Com esquadras e agentes a trabalhar assim vai ser uma delícia. Vá lá, sorriam, pelo menos.