Trago-vos hoje um poema de um poeta portuense (1866-1948), João Saraiva.
DO NATAL Á CRUZ
Numas palhinhas deitado,
Abrindo os olhos à luz,
´Loiro, gordinho, rosado,
Nasce o Menino Jesus.
Uma vaquinha bafeja
Seu lindo corpo divino,
De mansinho, que a mão veja
E não se assuste o Menino!
Meia-noite. Canta o galo.
Por essa Judeia além
Dormem os que hão-de matá-lo
Quando for homem também...
E, pensativa, a Mãe Pura
Ouve, fitando Jesus,
Os rouxinóis na espessura
Dum cedro que há-de ser cruz!...
Carantonha- s.f.-contorsão do rosto, esgar, máscara, cara feia, carranca, caraça. * Em criança, na região de onde sou natural, e onde então vivia, quando se brincava ao carnaval, o artefacto que nos ocultava o rosto, era a carantonha porque por norma era coisa feia. O tempo passa, a evolução acontece, e hoje, pelo menos quando jogamos ao carnaval, usamos uma máscara. Ou será que não a usamos todos os dias?
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Poema com Natal por tema II
Um pequeno (grande) poema, perfeitamente actual, de um autor brasileiro, João Saraiva.
NATAL
Pobre menino Jesus!
Homens e bois te adoraram
e mais tarde, numa cruz,
homens Te martirizaram!
Vinte séculos depois
os homens não melhoraram
e ainda são mansos os bois!
NATAL
Pobre menino Jesus!
Homens e bois te adoraram
e mais tarde, numa cruz,
homens Te martirizaram!
Vinte séculos depois
os homens não melhoraram
e ainda são mansos os bois!
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