Significado de "falta de vergonha" em Portugal: os políticos.
Disse, e saiu pela porta do fundo.
Carantonha- s.f.-contorsão do rosto, esgar, máscara, cara feia, carranca, caraça. * Em criança, na região de onde sou natural, e onde então vivia, quando se brincava ao carnaval, o artefacto que nos ocultava o rosto, era a carantonha porque por norma era coisa feia. O tempo passa, a evolução acontece, e hoje, pelo menos quando jogamos ao carnaval, usamos uma máscara. Ou será que não a usamos todos os dias?
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terça-feira, 29 de março de 2011
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
ISMOS
Estava eu, há pouco, a procurar numa antologia de poesia de Jorge de Sena, um poema de que necessito para um trabalho, quando me deparei com este outro, de que já nem sequer me lembrava. Um poema escrito no ano 72 do séc. passado, mas digam-me lá carantonhas, se não está perfeitamente inserido na actualidade. Fica claro que o que abaixo se lê se aplica a todo e qualquer quadrante da política e da sociedade em geral.
«DEIXEM-SE DE FINGIR»
Deixem -se de fingir de heróis da esquerda,
com bancos e bancas de advogado, redacções,
editoriais, automóveis, bolsas e cátedras,
quintas herdadas, páginas literárias.
Deixem-se de uivar em defesa de ismos
que nenhum vos pertence ou a que pertenceis
a não ser para dançar a dança desnalgada
dos que não têm vergonha do povo português.
O único ismo em consonância com os arrotos
de bem comidos, e os rosnidos de instalados
naquilo que criticam disfarçando-se,
é o relismo - de reles. Nada mais.
Jorge de Sena, de "Conheço o sal", in Antologia 40 Anos de Servidão - Circulo de Poesia, Morais Editores
Jorge de Sena, de "Conheço o sal", in Antologia 40 Anos de Servidão - Circulo de Poesia, Morais Editores
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