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domingo, 14 de outubro de 2012

Memória






O seu maior desejo era viver em paz consigo mesma e com os outros. Adorava o silêncio. O ruído, qualquer ruído, por mais leve que fosse, mesmo o bulício próprio da casa, a incomodavam. Começou a sentir que era um estorvo para os que a rodeavam, embora lhe fizéssemos sentir o contrário. Veio o cansaço e com ele o desejo de partir. Como ela dizia, partir para um sítio onde havia muita luz e nenhum ruído, mas que só ela sabia onde era. Sabíamos que num tempo mais ou menos próximo iríamos vê-la partir e ficar só com a sua ausência. E um dia, um tanto inesperadamente, mais cedo do que desejávamos, partiu. Hoje sabemos que chegou e onde está. Sabemos também, que finalmente está em paz consigo e com os outros. Costumamos comunicar com ela através das nossas recordações e das memórias que temos dela. E, querida Bela Maria, porque hoje faz seis meses que partiste, para mitigar a saudade que temos de ti, trago-te uma fotografia de uma peça de teatro que passou na RTP, no já longínquo dia 13 de Janeiro de 1961, em que contracenavas com o actor João Guedes.
Obrigado pelo tempo que estiveste connosco.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Provincianismo

Acabo de chegar de Paredes, onde estive na Casa da Cultura, a coordenar a sessão quinzenal do programa "Família", com a habitual peça de teatro. A sessão de hoje foi dedicada aos filhos dos funcionários da Câmara, entidade responsável pelo referido programa. De realçar que aqui são os filhos que levam a restante família ao teatro. Lá esteve a Direcção dos Serviços Sociais da Câmara, e também o seu vereador da Cultura e Vice-Presidente. O Presidente, nem vê-lo. Como não vi ainda o tão propalado mastro com 100 metros de altura,  para a bandeira nacional, onde o município se propõe gastar (melhor dito, será "desperdiçar") um milhão de euros, presumo que o presidente estivesse ausente, a tratar de tão relevante propósito. Dá pena ver até onde pode ir o provincianismo pacóvio de alguns. E é pena porque na cultura e no entretimento (é, é assim mesmo) o concelho dá cartas a muitos outros com mais poderio económico e financeiro. Enfim, idéias!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Amigos parte ll

Chegou o momento de revelar a razão pela qual estes escritos ,que deveriam ter acontecido ontem, só hoje aqui estão. É que depois do almoço com colegas e amigos, à noite fui ao teatro. E o teatro acabou já o dia de hoje tinha entrado. E ao teatro fui também ver colegas e amigos. Lá estavam todos, e todos, diga-se de passagem, desempenhando a contento o personagem que lhe foi atribuído. Alguns com quem nunca trabalhei, e outros com quem já tive o gosto de contracenar. E no fim saí feliz com o trabalho que vi. Excelente em termos de encenação e de desempenho. Obrigado aos meus amigos. A peça é o Otelo, de Shakespeare, um trabalho da ACE/Teatro do Bolhão, encenado pelo japonês Kuniaki Ida. Vale a pena uma deslocação à Academia Contemporânea do Espectáculo (ACE), na Praça Coronel Pacheco. Vão por mim

OS AMIGOS

Os amigos amei
despido de ternura
fatigada;
uns iam, outros vinham;
a nenhum perguntava
porque partia,
porque ficava;
era pouco o que tinha,
pouco o que dava,
mas também só queria
partilhar
a sede de alegria -
por mais amarga.

Eugénio de Andrade

sábado, 8 de agosto de 2009

RAUL SOLNADO (1929-2009)

Óleo sobre tela - Autor: Maluda, 1966

Telegrama do céu: "S. Pedro, triste. Solicitamos ajuda"
E Raúl partiu. Está quase mesmo a chegar. Força, pa. Faz com que S. Pedro se mije de riso.
Até sempre, Raúl.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Comunicação de ANO NOVO aos CARANTONHAS

Carantonhas,
Já cá temos 2009, mais um ano a cumprir. Usual, habitual, trivial, tradicional, são adjectivantes que usamos para caracterizar as três palavras que mais se ouvem quando perguntamos a alguém quais os seus desejos para o ano que vai começar: saúde, dinheiro e amor. Mas, Carantonhas, desejos não são realidades, e o que desejamos não nos cai do céu aos trambolhões, nem por obra e graça do Espírito Santo, está tão só nas nossas mãos. O desejo tornar-se-à realidade se batalharmos por isso, se fizermos por merecer o que perseguimos, para podermos estar perto da felicidade. Vejamos a saúde. Depende do nosso estilo de vida. Só nos acompanhará se soubermos tratar equilibradamente do corpo (alimentação, etc.) e do espírito.
O amor conquista-se, faz-se por merecê-lo, e conserva-se. Se o conseguirmos, mais uma etapa estará vencida.
O dinheiro é o factor que não depende só de nós, porque aqui entra o emprego. Mas o emprego também se conquista, pois a sorte também se constrói. Para isso há que consolidar conhecimentos, educação, ser empenhado, imaginativo , persistente, e fazê-lo em permanência. Se conseguimos optimizar todos estes factores, então sim, poderemos desejar para um ano feliz, saúde, dinheiro e amor.
E para não fugir à regra, para os meus 3 (três) habituais leitores, desejo SAÚDE, DINHEIRO e AMOR. Pela minha parte, os meus desejos pessoais, são fazer o possível para trazer aqui com mais frequência, a poesia e mais coisas sobre teatro, os dois objectivos principais da criação do blog. BOM 2009.

domingo, 7 de setembro de 2008

E... AGORA VAMOS AO TEATRO

A Companhia de Teatro do Vale do Sousa, dirigida pelo prof. Fernando Soares, por delegação da Câmara Municipal de Paredes, vai ter a responsabilidade de apresentar o PROGRAMA FAMÍLIAS - teatro para todos - na Casa da Cultura de Paredes, quinzenalmente, a partir de 14 de Setembro até ao fim do ano.

PROGRAMA E COMPANHIAS

14 de Setembro- O MUNDO AO CONTRÁRIO - Companhia de Teatro do Vale do Sousa e Tutti La Tulli Trolli

28 de Setembro - O SEMEADOR DE PALAVRAS - Companhia de Teatro do Vale do Sousa

12 de Outubro - OS SALTIMBANCOS EM PALCO - Companhia de Teatro do Vale do Sousa e TIC TAC - Cristelo

26 de Outubro - O RABITT E O SOL - Companhia de Teatro do Vale do Sousa

09 de Novembro - O PALHINHAS - Companhia de Teatro do Vale do Sousa

23 de Novembro - O CEGO QUE NÃO ERA CEGO - Companhia de Teatro do Vale do Sousa e Pés na Lua

07 de Dezembro - VERDETERRAVERDE - Companhia de Teatro do VAle do Sousa e TIC TAC de Cristelo

21 de Dezembro - A ESTRELA - Companhia de Teatro do Vale do Sousa, Teatro de Cristelo e Pés na Lua. (por questões de vária ordem, este espectáculo ainda não está confirmado, podendo vir a ser substituido)