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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Metriologia??

Nos telejornais de hoje, dos nossos canais televisivos, as condições metriológicas continuam a ser adversas. No entretanto, para se vingarem desta iliteracia militante, as condições meteorológicas pedem licença à meteorologia e regorgitam cada vez mais neve, e ó suprema vingança, gelo e ainda mais frio. Valha-nos São Pancrácio...

(Fotografia da cidade da Guarda, com neve)

E então, carantonhas com e sem frio, já ouviram falar de meteoros? Pois é daí, caros madraços, que vem a meteorologia, do grego meteóros, "que está no alto, elevado nos ares", do prefixo metá "além de" e do verbo aeírein "levantar". Usava-se na forma neutra plural (metéora) para designar os fenómenos que acontecem na atmosfera (ex: os ventos, o arco-iris, os relâmpagos e as estrelas cadentes). São estes significados que a palavra tem no português já desde o séc. XVII. Daí que a ciência que estuda os fenómenos atmosféricos para prever o tempo, se chame meteorologia

terça-feira, 13 de abril de 2010

Beco sem saída?

Felizmente que por cá, neste cantinho, a taxa de analfabetismo é já muito baixa. Infelizmente a taxa de iliteracia (ou literacia) continua alta, e se o nosso ensino se mantiver no actual estádio, existe uma forte tendência para aumentar, continuaremos a ter muito analfabeto funcional. Vem isto a propósito de um acto de vandalismo noticiado no JN. Uns quantos energumenos incendiaram alguns ecopontos na Praça Velasquez (para mim vai continuar a ser). A notícia completava a fotografia. A notícia dizia que segundo o taxista que presenciou a selvajaria, "eram cerca de três jovens". Vá lá, para tornarmos a coisa mais equilibrada, não seriam 3,25 nem 3,75 os vandalos, mas um número mais redondo, 3,50. Pronto.
E acrescenta o jornalista (?) escrevinhador, agora da sua lavra, que terão sido incendiados cerca de quatro ecopontos. E digo eu, para sermos mais exactos, arredondemos para três e meio.  Fica melhor, tem mais pinta. Mas não só nos jornais isto acontece. Também na rádio e na televisão. E o mais caricato é quando, o «pivot» diz, por exemplo, "béco" e na reportagem qe ilustra a notícia o jornalista diz "bêco". Pois é, carantonhas, não sei o que acontecerá quando vier aí em força, e obrigatoriamente, o novo acordo ortográfico.