terça-feira, 15 de abril de 2014

DOIS ANOS

Hoje, porque a nossa passagem pelo tempo é inexorável, à distância de dois anos da tua partida, vivemos de recordar memórias. E lembro-me de como tu gostavas de flores. E como eu só tas trazia em ocasiões especiais, “puxavas-me as orelhas”,por não tas oferecer mais vezes. Eu sei que não era tanto a flor que contava, mas o gesto. Então, hoje, para te ter mais presente, comprei uma rosa, que por aqui ficará até que também ela se vá. Espero que gostes.
Deixo-te com um bonito poema de Eugénio de Andrade e um beijo terno de saudade.

Poema VIII

Foi para ti que criei as rosas.
Foi para ti que lhes dei perfume.
Para ti rasguei ribeiros
E dei às romãs a cor do lume.

Foi para ti que pus no céu a lua
E o verde mais verde dos pinhais.
Foi para ti que deitei no chão
Um corpo aberto como os animais