quarta-feira, 1 de abril de 2009

Ir para o maneta


No passado domingo foi lembrado no Porto, o 200º aniversário do terrível desastre da Ponte das Barcas, em que morreram afogados centenas de portuenses, fala-se em cerca de cinco mil, quando fugiam das tropas francesas, que invadiam a cidade. Esta era a 2ª invasão, comandada pelo marechal Soult. Estas invasões deram origem a várias expressões que entraram no domínio popular, e que ainda hoje se mantêm. Ora, um dos comandantes das tropas francesas da primeira invasão comandada pelo general Junot, era um general de nome Louis Loison, homem cruel, autor de numerosas pilhagens e actos violentos, que torturou e matou numerosas pessoas. Este general tivera em tempos um acidente de caça que lhe decepou o braço esquerdo, sendo por isso conhecido pelo maneta. Quando, por exemplo, se queria assustar uma criança que se portasse mal, dizia-se-lhe: -"Olha que vais para o maneta!". No seu significado original queria dizer ir para a tortura ou para a morte. Hoje em dia, "ir para o maneta", quer dizer dar cabo de alguém ou de alguma coisa; destruir; estragar-se; perder-se e não ter recuperação. Depois disto, espero que não me mandem para o maneta!

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